Domingo, 20 de agosto de 2017
"Já lemos muitas vezes na Bíblia que precisamos perdoar nossos inimigos. Creio que já é hora de perdoar nossos irmãos" (Ap. Sinomar)

AMAR E CUIDAR PARA FRUTIFICAR

 Atos 20:28 – “Atendei por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele adquiriu com seu próprio sangue”.

Introdução: Embora esse texto trata de um cuidado de Paulo principalmente com os presbíteros de Éfeso pois como não iria à cidade para não demorar na Ásia, não podemos desconsiderar essa passagem, pois aplica-se a todos que estão à frente da obra de Deus contribuindo para a edificação da Igreja de Deus.

                É inegável a importância desse processo de edificar uma igreja que foi adquirida pelo próprio sangue de Jesus. Agora, é extremamente relevante que todos entendam que essa responsabilidade não é apenas dos “pastores” – aqueles que um dia foram consagrados e receberam o derramar do óleo da unção sobre suas cabeças – é uma responsabilidade de todos aqueles que entregaram suas vidas nas mãos de Deus e entendem que foram chamados para influenciar outras vidas e apresentá-las o Evangelho do Reino de Deus.

1 – O Pastoeramento –  Deve ser feito porque amamos a Cristo.

João 21:15-17 “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, AMAS-ME mais do que estes outros? Ele respondeu: sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS”...

                Aqui, Jesus deixa claro para Pedro que a base do pastoreamento é o AMOR. Não amor pelas ovelhas (embora, devemos amá-las). Mas, amor pelo Senhor Jesus. Pedro então está sendo direcionado a focalizar sua atenção no Senhor Jesus ao invés de nas ovelhas.

                É pelo amor que temos ao Senhor Jesus que vem o encargo, a responsabilidade a vontade de pastorearmos o rebanho de Deus. Se focarmos nas ovelhas, podemos nos decepcionar com algumas atitudes e desistirmos dessa responsabilidade. Mas, quando nosso foco é o Senhor Jesus – que não nos decepciona – somos sempre desafiados e motivados a continuar cuidando do rebanho de Deus.

                Por isso, devemos nos lembrar sempre que o rebanho é DELE, Cristo é o verdadeiro Pastor, pois as ovelhas são Dele!

 2 – O Pastoreamento deve ser espontâneo, de boa vontade e com o objetivo de tornar-se modelo. 1Pedro 5:2-3

Nos últimos anos, a igreja em geral foi conduzida por um caminho de mostrar resultados a qualquer custo. Muitas pessoas assumiram responsabilidades na igreja não por amor e de boa vontade. Tudo passou a ser feitos com uma única preocupação com resultados exorbitantes (não que números não sejam importantes – eles são!).

                As pessoas passaram a assumir esse encargo de pastoreamento na igreja com a intenção de obter algum tipo de lucro pessoal (mais especificamente o poder). O pastoreamento deve ser feito espontaneamente, nosso amor por Cristo deve culminar em um grande desejo de servir a Deus falando na vida de outras pessoas. Não precisamos ter um título para falar na vida de alguém. Qualquer um de nós pode falar na vida de alguém.

                O pastoreamento deve chegar ao ponto do testemunho falar mais alto do que as palavras na vida das ovelhas.

                Hb. 13:7 - Devemos viver uma vida a plena vista de todos, para que as pessoas possam ver os resultados, nosso andar espiritual na vida doméstica (relacionamento com pais, esposa, filhos), no trabalho, na comunidade em geral.

3 – O Pastoreamento tem um preço.

Lucas 10:34 “ E aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele”.

A verdadeira autoridade é aquela resultante do respeito gerado através do exemplo amoroso, abnegado e cheio de Deus.

Hebreus 13:17; 2 Cor. 12:15

O pastoreamento tem um preço. Cuidar de vidas é um magnífico trabalho. Entretanto, ele exige renúncia, disposição em servir a qualquer momento, dedicação até que Cristo seja formado na vida daquela pessoa.

4 – Cuidando dos vários tipos e/ou vários estágios de ovelhas.

                Pv. 27:23 – “Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos”

                Ez. 34:1-5 – “Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vesti-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A FRACA não fortalecestes, a DOENTE não curaste, a QUEBRADA não ligastes, a DESGARRADA não tornastes a trazer e a PERDIDA não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim, se espalharam, por não haver pastor e se tornaram pasto para todas as feras do campo”.

                A OVELHA FRACA – é aquela que não se mantém de pé, está desmotivada, desanimada, cai sempre, não tem força para acompanhar o ritmo das ovelhas sadias. É aquele tipo de ovelha que não tem muito fundamento bíblico, qualquer “vento” pode abatê-la.

O pastor deve oferecer AMPARO, COMPANHEIRISMO, PALAVRA DE ENCORAJAMENTO, INTERCESSÃO e, principalmente, ORAÇÃO.

1Ts. 5:14; Rm 15:1

A OVELHA DOENTE – é aquela que precisa de remédio para a cura. Ela pode ter sido contaminada por algum pecado, por algum trauma, por algum engano ou falsa doutrina.

O remédio para esse tipo de ovelha é o pastor cuidar dela com uma ministração bíblica adequada e muita atenção durante o período do seu tratamento.

A OVELHA QUEBRADA – é aquela que tem relacionamentos quebrados e está dividida, talvez por causa de uma grande decepção. Precisa ser ligada (enfaixada) para que os relacionamentos sejam restaurados e toda raiz de amargura seja retirada.

Isso exige CARINHO, PROXIMIDADE e, muitas vezes, que seja carregada no colo.

É muito importante conduzir a ovelha ao PERDÃO – e não permitir que ela simplesmente ignore a(s) pessoas que a feriu.

A OVELHA DESGARRADA – é aquela que temos de buscar, pois se desgarrou do rebanho. Isso tem sido muito comum com filhos de crentes que se desviam, iludidos com o mundo.

Em Lucas 15:3-6 vemos a parábola da ovelha perdida, que nos mostra a importância de se ir atrás dessa ovelha. Aqui pode ser representada tanto pela ovelha que era da igreja e se desviou, como aquela pessoa que sempre esteve no mundo e precisa ser resgatada e colocada no meio do rebanho.

O pastor deve se esforçar em procurar e trazer de volta essa ovelha desgarrada.

Mas, de acordo com Ezequiel 34:17-22 ainda temos:

A OVELHA GORDA – é aquela que está no meio do rebanho, mas, não se integra no rebanho. Criticam o ensino e a palavra ministrada (pisam o pasto e turvam as águas), machucam as outras ovelhas e até mesmo as espalham.

Pensam de si mesmas mais do que convém.

E nós como pastores, devemos reconhecer as ovelhas gordas a fim de proteger o rebanho de suas ações.

Conclusão:

Nossa principal tarefa no apascentamento do rebanho é levar cada pessoa, cada ovelha aos pés do verdadeiro pastor – o Senhor Jesus. Só Ele pode levar a verdes pastos, a águas de descanso e trazer refrigério à alma.

Nosso objetivo deve ser levar as ovelhas a caminharem juntas, a evangelizar juntos, fazer discípulos juntos. Assim, a obra de Cristo e o Seu Reino avançará entre nós.

MINISTRAÇÃO

Orar com aqueles que se identificaram com algum tipo de ovelha que foi mencionada, que se sentem desprotegidos, desanimados, fracos e ministrar o AMOR DE DEUS sobre as suas vidas.

O objetivo dessa palavra é ministrar cura sobre as ovelhas para que elas possam ser FRUTÍFERAS!

Então, é preciso mostrar que não basta apenas receber cura e serem discipuladas. É importante que cada um tenha disposição de produzir frutos para Deus através de uma vida cristã sadia e bem vivida.

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